Top 10 Deuses Africanos Mais Cultuados no Brasil

02/07/2019

Os Deuses Africanos ou Orixás são deuses cultuados na África antes da Diáspora Africana e alguns são cultuados até hoje em alguns países. Cada Deus Africano representa uma energia da natureza e seus arquétipos são, de certa forma, baseados nestas energias. Eles são cultuados nas religiões chamadas de Matrizes Africanas, a Umbanda e o Candomblé.

No período escravocrata aconteceu o que se chama de Sincretismo Religioso, ou seja, quando haviam nas senzalas o culto aos Orixás, os escravizados tinham que tomar muito cuidado com a fé dos escravizadores, a qual era Cristão. Para poupar a religiosidade dos Africanos, eles disfarçavam seus Orixás por meio da utilização de algum santo católico. 


Governantes do mundo, os orixás representam poderes da natureza e sentimentos humanos. Assim, não é nenhuma surpresa que existam centenas deles. O número exato é desconhecido, já que a Umbanda e o Candomblé possuem várias ramificações. Assim, por sua vez, veneram suas próprias divindades. 

Vejamos alguns Orixás ou Deuses Africanos mais cultuados nas Religiões de Matrizes Africanas no Brasil:


Oxála

Oxalá é um Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Porém, quando os africanos vieram para o Brasil, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de se referirem a ele, Orixalá, que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.


Ibeji

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gémeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres humanos. Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância.


Omulu

Omulu ou Obaluaê é o orixá originário do Daomé. É um Orixá sombrio, tido entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.


Ewá

Ewá ou Ìyá Wa. Assim como Iemanjá e Oxum, também é uma divindade feminina das águas e, às vezes, associada à fecundidade. É reverenciada como a dona do mundo e dona dos horizontes.


Iansã

Iansã é um Orixá feminino que, representa os ventos, rege os raios e comanda os espíritos dos mortos. Ela auxilia no despertar da consciência e no equilíbrio das ações humanas. É um Orixá muito famoso no Brasil, sendo uma das figuras mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé. Na África é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá.


Oxóssi

Oxóssi é o orixá da caça, das florestas, dos animais, da fartura, do sustento. Está nas refeições, pois é quem fornece o alimento. É um orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. É aquele que caça as boas influências e as energias positivas.


Oxumaré

Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento.


Xango

Xangô é o Orixá dos reis, dos justos e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com sabedoria, justiça e poder.


Oxum

Oxum é a segunda esposa de Xangô e representa a sabedoria e o poder feminino. Além disso, é vista como deusa do ouro e do jogo de búzios. É a deusa do rio Oxum (ou Osun) que fica no continente africano, mais concretamente no Sudoeste da Nigéria.


Lemanjá 

Considerada a Rainha do Mar, Iemanjá é uma das divindades mais queridas da Umbanda e do Candomblé. Muito cultuada e respeitada, Iemanjá é tida como a mãe de quase todos os Orixás. Sua representatividade está muito ligada à fecundidade - por isso foi destinado à ela o Mistério da Geração.


Fontes: Infoescola, iquilibrio, raizesespirituais, africadoladodeka