O Mês do Orgulho LGBT+

28/06/2019

Também conhecido como Dia Internacional do Orgulho LGBT+, esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero e sexualidade.

Esse dia também é um reforço para lembrar a todos os gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e pessoas de outras identidades de gênero, que todos devem se orgulhar e não sentir vergonha da sua orientação sexual.

Não importa se uma pessoa é heterossexual, homossexual, bissexual, transgênero, travesti ou intersexual, o importante é ser respeitada como um ser humano e ter todos os seus direitos garantidos.

O Dia do Orgulho LGBT+ foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade LGBT+ pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall.


A Rebelião de Stonewall

No dia 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Manhattan, Nova York, ocorreu o que é considerado o pontapé inicial para a luta pelos direitos LGBT+. A polícia americana costumava fazer batidas em estabelecimentos considerados subversivos, em busca de promover uma "limpeza", pois não era permitido o consumo e a venda de bebidas alcoólicas para pessoas homossexuais, obrigando-os a viver na clandestinidade dos bares pertencentes a máfias interessadas somente no dinheiro que teriam a oferecer. Gerentes, trabalhadores e clientes que fugissem do padrão de gênero e não portassem identificação, eram levados para a delegacia e punidos com o rigor da lei. 

Embora a homossexualidade não fosse mais crime nos Estados Unidos desde meados da década de 60, o Estado ainda agia de maneira preconceituosa, destratando e abusando do poder com os que compunham as camadas marginais da sociedade. Mas nesse dia, que ficou conhecido como a Rebelião de Stonewall, aproximadamente 200 clientes do bar recusaram-se a a ceder suas identificações e a colaborar com a polícia, impedindo-os de concluir a revista e amontoando-se na entrada. 

A cada pessoa saída do estabelecimento, gritos de entusiasmo e comemoração foram soltos, o que gerou revolta na polícia, motivada de início a levar a maioria dos presentes ao D.P. Como todo aglomerado de pessoas em torno de um local gera curiosidade, não poderia ser diferente dessa vez, de modo que com o passar do tempo o número de curiosos quadruplicasse e crescesse cada vez mais. Gritos de "Poder aos gays" e canções como "We Shall Overcome" foram entoados, aumentando a revolta dos que ali estavam presentes com o sentimento de injustiça quente no peito, que desencadeou a briga entre uma mulher e um policial que foi o estopim de uma briga muito maior que iniciara a partir dali. 

Tijolos e pedras aos céus, confrontos corporais, ameaças, incêndio e prisões marcaram aquela noite. A polícia envergonhada diante da revolta do povo contra a sua brutalidade, insistia em prender aqueles que praticavam a desordem e lutavam pela liberdade, no entanto, apesar do aprisionamento de seus corpos, suas almas jamais estiveram tão livres. 

Nos dias posteriores, as multidões amontoavam-se em frente e ao redor do bar e demonstravam carinho na frente do público. Aquilo que ficou às escuras durante anos, da noite para o dia veio às claras. A polícia não poupou esforços para deter os movimentos formados, porém tornou-se algo maior que o aguardado. Um ano após, no exato 28 de junho, realizou-se a primeira marcha LGBT+.


Ser homossexual era tão ilegal quanto roubar carros ou lavar dinheiro.

Autoridades responsáveis pela regularização de bebidas em Nova York penalizavam e interditavam diversos estabelecimentos que serviam álcool a pessoas abertamente LGBT+ argumentando que a mera união de pessoas homossexuais já configurava desordem.

Em meados dos anos 60, mais de 100 homens gays eram presos por semana.


Personalidades LGBT+ mais influentes do mundo

Menções honrosas de nomes que não foram colocados na lista, mas que são tão importantes quanto os que foram escolhidos, Freddie Mercury (um artista único que era bissexual assumido), Cary Grant (O ator teve uma vida marcante, além de ter estrelado filmes históricos em mais de 60 obras, vendeu gravatas, foi gigolô de homens e mulheres), Safo (Safo foi a principal poeta lírica da antiguidade),  Tallulah Bankhead (era conhecida por sua voz rouca e sagacidade devastadora, uma renomada atriz americana e bissexual que se relacionou com Greta Garbo), Anne Lister (proprietária de muitas terras, alpinistas, que viria a se casar com uma herdeira rica, mesmo que sem reconhecimento na época, era conhecida como "A Primeira Lésbica Moderna"), Hanna Snell (mulher que se disfarçou de homem e serviu a marinha britânica), Ruth Charlotte Ellis (mulher pobre que mesmo com dificuldades, abriu uma gráfica bem sucedida e sua casa se ternou uma refugio para pessoas gays e lésbicas negros), Roberta Cowell (a primeira mulher transexual a passar pela cirurgia de redesignação de sexual, pilotou um caça na Segunda Guerra e um carro de corrida no Gran Prix), Audre Lorde (escritora americana, ativista dos direitos civis e lésbica que trabalhou para confrontar os problemas de racismo durante o movimento feminista), Mercedez de Acosta (foi uma poeta e novelista espanhola/cubana-americana mais conhecida por seu caso tempestuoso, apaixonado e dramático com Greta Garbo)



Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson

Sylvia Rivera

Em 19 de fevereiro de 2002, a ativista trans Sylvia Rivera morreu de câncer no fígado. Ela foi um dos principais pilares para as revoltas iniciarem no bar Stonewall,Nova York, em 1969. Este evento conseguiu um avanço na comunidade LGBT e para a noite da revolução se celebra dia do orgulho em todo o mundo.

Sylvia reconheceu ter sido uma das primeiras ativistas a lançar um molotov à polícia quando eles entraram para reprimir e prender vários jovens que estavam dentro do bar. Ela e sua amiga Marsha Johnson, também ativista trans, eram as faces visíveis do cansaço em relação a uma sociedade repressiva e uma força policial muito pior.

Filha de dois imigrantes de Porto Rico e Venezuela, Sylvia teve uma infância cheia de violência e traumas.Ficou órfã aos três anos de idade e foi morar com a avó, que durante toda a infância desprezou e negou sua identidade, obrigando-a a sair de casa aos dez anos de idade. Durante toda a sua vida ela sofreu abusos da polícia, que a aprisionou apenas por ser quem ela era e por como ela decidiu viver avida.

Até que um dia ela e outros disseram que já era suficiente.

Em 28 de junho de 1969, no bar gay Stonewall, em Nova York, um ataque policial ocorreu como costumava acontecer em todos os bares que pessoas LGBT frequentavam naquela época. Cansados de viver essa situação de repressão constante, e de forma libertária, eles decidiram ir para o front e lutar contra a polícia.

Tudo começou com o lançamento de vários Molotovs improvisados ​​com bebidas que eles tinham em mãos. Sylvia foi uma das primeiras a contra-atacar e enfrentar as forças repressivas. Durante várias entrevistas, ela apontou que, quando tudo começou, ela não queria perder um minuto do que estava acontecendo, pois percebeu que estavam fazendo a revolução. As revoltas duraram três dias e foram o gatilho para estabelecer as bases do orgulho LGBTQ+.

Depois dos tumultos em Stonewall, a revolução ainda estava acontecendo, especialmente para mulheres trans que ainda não eram respeitadas dentro de sua própria comunidade. Em 1973, durante uma marcha, Sylvia subiu ao palco e desafiou todas as pessoas que estavam lá, especialmente os gays brancos que pareciam ter esquecido quem havia iniciado o fogo para a libertação.

Enquanto todos a vaiavam, ela deu seu discurso mítico "Todos deveriam ficar em silêncio", onde ela questionou onde estava o calor de seus colegas quando se trata de reivindicar os direitos do T de LGBT. Depois desse dia, ela tentou cometer suicídio e afastou por duas décadas da militância, mas continuou ajudando jovens gays a terem uma casa e a impedir a prostituição como sua única saída.

A luta de Sylvia e de muitas outras mulheres trans está mais ativa do que nunca, pois elas continuam sendo ignoradas por parte do feminismo e da comunidade LGBT. Além disso, seus direitos ainda são violados, uma vez que sua expectativa de vida ainda é muito inferior à das pessoas cisgêneras, e o sistema as leva a uma vida de pobreza, dependência de drogas e prostituição. Sua vida foi dedicada a demonstrar que a igualdade de gênero tinha que ser um fato e que os direitos não são emprestados, eles são tomados.

Em um novo aniversário de sua morte, nada melhor que suas próprias palavras, expressas em 1973, para definir uma mulher guerreira como Sylvia Rivera:

Você me diz para ir e ocultar / meu rabo entre as pernas / Eu não vou mais aguentar essa merda / eu fui atingida / eles quebraram meu nariz / eles me jogaram na prisão / eu perdi meu emprego / Eu perdi meu apartamento / Tudo para libertação gay e todos vocês me tratam assim? / O que diabos está errado com todo mundo?



Marsha P. Jonson

Uma drag-queen afro-americana e pioneira do ativismo da diversidade sexual que participou na revolta de stonewall. Fundou a casa S. T. A. R. e grande referência da luta pela conscientização da AIDS.

Nasceu no 24 de Agosto do ano de 1945 na região de Elizabeth no estado de Nova Jérsei, nos estados Unidos. Chegou em Nova York no fim dos anos '60 e na década de '70 se tornou inseparável da ativista trans Sylvia Rivera.

Pouco se conhece sobre sua infância mas há algo que a algo que a distingue desde sua adolescência, independentemente de como estivesse vestida, havia momentos que Johnson também afirmava sua identidade masculina sob o pseudônimo de Malcolm, Marshall ou Mikey, e nestes momentos se ofendia se a chamassem "Marsha" ou se usassem pronomes femininos. Ou seja, sua identidade de gênero era tão versátil quanto sua orientação sexual.

Sobreviver nas ruas

A preocupação imediata para Marsha e suas amigas era a subsistência. O centro de todos os projetos foi S. T. A. R, a Ação das Travestis de Rua Revolucionárias (pela sua sigla em inglês). STAR foi fundada no ano de 1970 graças à ajuda que conseguiram do Gay Liberation Front (Frente de Liberação Homosexual).

Johnson era a mãe da casa S.T.A.R, um hotel cujos quartos havia transformado junto com Sylvia Rivera em moradias comunitárias, as vezes para 50 ou mais pessoas e começaram a trabalhar em espaços auto-organizados e projetos que mantinham cobertas as necessidades tanto suas quanto de suas companheiras.

A prioridade era a subsistência mas também juntavam roupa e comida na casa para ajudar e apoiar as mais jovens drag-queens, mulheres trans e outras crianças de rua que vivam nos píers da rua Christopher.

Segundo suas próprias palavras, "Originalmente STAR surgiu fundado por Sylvia Lee Rivera como sua presidenta e por Bubbles Rose Marie, e me perguntaram se me uniria ao projeto como vice-presidenta. Opinamos que se é necessário, temos que levantar armas para começar uma revolução".

S.T.A.R. tinha dificuldades na hora de executar seus planos, que incluam bailes para arrecadar fundos, outra casa S.T.A.R, uma linha de telefonia, um centro recreativo, uma caixa de resistência para prisões e um advogado para as pessoas que eram presas pela sua identidade ou orientação sexual.

Seu humor ácido a representava e tinha um slogan latiguillo, "Pay it no mind". Durante um julgamento, um juiz lhe perguntou a Marsha: "O que significa P (de seu sobrenome), ao que ela deu sua resposta habitual: "Pay it no mind" (não se preocupe) fazendo referência ao que se perguntavam sobre ela. Odiava responder se era homem ou mulher.

Assim relata sua companheira Sylvia Rivera como foi que se conheceram: "Eu estava andando pela Sexta Avenida e ela estava de pé em uma esquina. Me chamou de onde estava, nos apresentamos e uma fortíssima irmandade nasceu daquilo. Me levava para comer. Estava fazendo a rua porque tinha estado até aquele momento trabalhando como empregada de mesa no Restaurante Child's. Mas sempre tinha que fazer horas extra, segundo me disse".

Em 1974, trabalhou sendo fotografada por Andy Warhol, como parte da sua série polaroid "Ladies and Gentlemen". Johnson foi também parte do grupo de dragqueens para performances de Warhol, "Hot Peaches". Pode-se encontrar a entrevista realizada pelo ativista gay Allen Young no livro "Out of the Closets: Voices of Gay Liberation", publicado originalmente em 1972.

Na década de 1980, Johnson continuou seu ativismo de rua como respeitada organizadora do ACT UP - AIDS Coalition to Unleash Power (Coalizão da SIDA para desfazer o poder), um grupo de ação direta fundado em 1987 para chamar atenção para a pandemia da AIDS.

Além de conscientizar sobre o HIV-AIDS, faziam fortes denúncias pelo pouco acesso ao trabalho da população trans. "Conheço muitas travestis que estão trabalhando como mulheres, mas quero ver o dia no qual nós travestis possamos ir e dizer: "Meu nome é sr fulano de tal e eu gostaria de trabalhar como senhora fulana de tal".

O rio do lamento

Marsha havia estado na SSI (Segurança Social por Deficiência) por pouco tempo porque tinha sérias crises nervosas devido a morte do seu companheiro. Havia estado muitas vezes trancada em e em Manhattan State. Sua mente realmente começava a se perder e tinha visões. Um médico não a diagnosticou bem e foi muito tarde quando se deram conta que tinha sífilis. Assim que, quando finalmente detectaram, a doença já estava na sua segunda fase. Marsha vivia seu próprio mundo e via as coisas de forma diferente.

Era o mês de julho do ano de 1992, quando seu corpo foi encontrado no rio Hudson, não muito longe do píer de West Village, pouco depois da Marcha do Orgulho daquele ano. A polícia considerou a morte como um suicídio. Mas não convencidos desta teoria, seus amigos e companheiras lançaram uma campanha para saber como realmente morreu, já que nunca tinha tido tendências suicidas e seu corpo tinha ferimentos.

A história de ontem, a luta de hoje

A coragem que teve Marsha é um exemplo a seguir. Somente uma luta radical contra o sistema capitalista que se baseia na exploração e opressão das pessoas pode nos fazer conquistar uma verdadeira liberdade em todos os aspectos. Reviver a luta destas figuras é também combater o senso comum e a plena confiança no lobby parlamentar como saída.

A implementação da quota de trabalho trans, o cessar dos ataques LGBT+fóbicos e a luta pelo fim da violência de gênero são algumas das bandeiras que as mulheres do Pão e Rosas e o Esquerda Diário defendemos aqui no Brasil e também na Argentina, onde levaremos estas como bandeiras no XXXI Encontro Nacional de Mulheres, porque ainda hoje a igualdade perante a lei não é a igualdade perante a vida



Na Literatura


Oscar Wilde

(1854-1900). O escritor nasceu em Dublin.


Seu nome de batismo era Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde.
Vindo de família protestante, converteu-se ao catolicismo anos mais tarde. Estudou no Trinity College, em Dublin e ganhou bolsa de estudos para estudar em Oxford. Foi morar em Londres, onde teve uma vida movimentada, regada aos prazeres da bebida, escrevendo poemas e textos dramatúrgicos.Criou um movimento estético,o dandismo, baseado na ideia de que a vida deveria ser norteada pelas preocupações artísticas como forma de enfrentamento dos problemas do mundo moderno.

Oscar Wilde casou-se com Constance Lloyd, filha de um advogado bem sucedido de Dublin. Pouco depois, foi preso acusado de cometer "atos imorais" e condenado a dois anos de prisão. Wilde teria supostamente um caso amoroso com um jovem chamado Bosie, e esse fato levou o pai dele a denunciar o escritor.

Oscar Wilde tem uma ampla obra: "O leque de Lady Windermere "(1892) "A importância de ser Prudente" (1895), só para citar algumas na dramaturgia;"O Príncipe Feliz" e "O crime de Lord Artur Saville", nos contos.

A obra proeminente seria o romance "O Retrato de Dorian Gray". O livro relata a estória de Dorian, que se encanta com seu retrato pintado por Lord Henry Wotton e desenvolve o desejo de uma vida regada a prazeres mundanos como forma de vivenciar a sua juventude. Fascinado pela pintura, entrega-se ao hedonismo, seguindo os conselhos do Lord Henry Wotton. Porém, tem a sua alma e caráter comprometidos. Na obra, Wilde estabeleceu um paralelo entre a arte e a juventude fugaz vivida plenamente.

Oscar Wilde foi considerado um dos maiores escritores da história da literatura. Morreu em Londres, vítima de meningite, em 1900


Virginia Woolf

Virgínia Woolf (1882-1941) foi uma escritora e editora inglesa. Uma das principais escritoras modernistas do século XX. Famosa por apresentar em suas obras as questões políticas, sociais e feministas.

Adeline Virgínia Stephen nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 25 de janeiro de 1882. Filha do pensador Sir Leslie Stephen frequentou desde cedo o mundo literário. Enquanto seus irmãos estudavam em Cambridge, Virgínia estudava em casa com professores particulares, o que lhe desagradava profundamente.

Em 1895, com 13 anos, ficou órfã de mãe. Em 1904, depois da morte do pai, mudou-se com seus irmãos para o bairro londrino de Bloomsbury onde residiam John M. Keynes, E.M. Forster, T.S. Eliot e Bertrand Russel. No ano seguinte, um de seus irmãos veio a falecer levando Virgínia a entrar em profunda crise nervosa.

Em 1922 Virginia apaixonou-se pela escritora Vita Sackville-West. Ambas mantiveram uma relação secreta que duraria anos e da qual um dos frutos seria a obra Orlando (1928), uma autêntica jóia precursora da literatura de gênero, na qual Vita inspira o personagem de Orlando, uma heroína transexual que amará homens e mulheres em distintos pontos da obra.

Virginia travestiu a si mesma, assim como outros membros do Círculo de Bloomsbury, um clube de intelectuais críticos em relação à ordem social e cultural, para fazer-se passar pela corte do rei de Abisinia, e deixar em ridículo com esta performance a Armada Britânica que organizou à tal corte uma pomposa cerimônia, a fim de administrar seus interesses coloniais.

A sociedade britânica era extremamente LGBT(+)fóbica contando com penas de prisão para os "delitos cotra as pessoas" como eram conhecidos e que perduraram até os anos 70 na Grã Bretanha e nas antigas colônias em que foram implantadas.

Reconhecimento

Virgínia Woolf tornou-se conhecida com a publicação de "Senhora Dalloway" (1925), um romance onde a escritora faz uma crítica à relação patriarcal da sociedade inglesa da época, à dificuldade da mulher conquistar seu espaço diante do pouco acesso à educação e da opressão sofrida pelos homens.

Um dos mais conhecidos trabalhos, de não ficção, de Virgínia Woolf foi "Um Teto Todo Seu" (1929), um ensaio baseado em uma série de palestra que ela deu em 1928, em várias universidades femininas de Cambridge. O ensaio é visto como um texto feminista, uma crítica à falta de espaço e liberdade que as mulheres sofreram na história.

O mais divulgado romance de Virgínia foi "As Ondas" (1931), no qual retratou, por meio de técnica de fluxo de consciência, a evolução interior de seis personagens, da infância à velhice, e a visão da existência humana como processo inapreensível de interações entre o mundo e a sensibilidade pessoal. Como analogia do ciclo vital a autora descreve um dia na praia, da aurora ao anoitecer, em capítulos intercalados.

Morte

Com sérios problemas de depressão, que se agravaram durante a guerra, Virgínia Woolf se suicidou no rio Ouse, perto de sua casa de Rodmell, Sussex, Inglaterra, no dia 28 de março de 1941.


Vita Sackville-West

Victoria Mary Sackville-West, mais conhecida por Vita Sackville-West, CH (Knole House, 9 de Março de 1892 - Jardim do Castelo de Sissinghurst, 2 de Junho de 1962) foi uma poeta, romancista e paisagista inglesa. O seu longo poema narrativo, The Land, valeu-lhe o prémio Hawthornden Prize em 1927. Voltaria a vencê-lo em 1933 com os seus Collected Poems, tornando-se o único autor galardoado duas vezes com este prémio. Dedicou-se à criação do seu jardim em Sissinghurst, Kent, que esteve na origem do celebrado Jardim do Castelo de Sissinghurst. Foi famosa pela sua exuberante vida aristocrática, o seu forte casamento e as suas apaixonadas relações lésbicas com mulheres como Virginia Woolf.

Sackville-West nasceu na Knole House em Kent, e a sua primeira paixão foi para esta antiga mansão; por ser mulher, não a podia herdar, o que teria consequências para o resto da sua vida. Era filha dos barões de Sackville, Sir Lionel Edward Sackville-West e da sua mulher, The Hon. Victoria. Os pais de Vita eram primos direitos, ambos netos do conde George de La Warr e de Lady Elizabeth (filha do duque de Dorset).

Vita era descendente de Thomas Sackville, um dos contribuidores para as peças de teatro Gorboduc e Mirror for Magistrates.

Vida pessoal, casamento e bissexualidade

Vita Sackville-West foi uma pessoa com complexibilidade emocional deveras acentuada. O relacionamento mais duradouro em termos de anos foi para com seu marido, Harold Nicolson. No entanto, se relacionava com escritoras notáveis de seu tempo, entre elas Virginia Woolf e Violet Trefusis.

Em 1913, Sackville-West casou-se com o Sir Harold Nicolson, primogénito do barão de Carnock, e foram viver para Cospoli, Constantinopla.. Nicolson foi, alternadamente, diplomata, jornalista, deputado e autor de biografias e romances. Nicolson era, como Vita, bissexual e o casamento era o que hoje se chamaria um casamento aberto. Ambos tiveram vários casos de relações homossexuais fora do casamento, com conhecimento do conjuge, como era usual entre os escritores e artistas do Grupo de Bloomsbury, com quem tinham afinidades. Estas relações não afectaram de nenhuma forma a relação de proximidade e confiança entre Vita e Nicolson, como se pode verificar pela profusa correspondência quase diária e por uma entrevista que o casal concedeu à rádio BBC depois da Segunda Guerra Mundial. Eram verdadeiramente dedicados um ao outro e Nicolson acabou por desistir da sua carreira diplomática para poder viver ininterruptamente com Vita, liberto das longas e solitárias missões diplomáticas no estrangeiro.

Relação com Virginia Woolf

A relação mais recordada de Sackville-West foi com a famosa escritora Virginia Woolf, no final da década de 1920. O romance de Woolf, Orlando - Uma Biografia, inspirado na relação com Vita, foi descrito por Nigel Nicolson como "a mais longa e mais encantadora carta de amor de toda a literatura". O momento da concepção do romance ficou registada no diário de Virginia em 5 de Outubro de 1927: "E instantaneamente os típicos mecanismos de excitação inundaram a minha mente: uma biografia começando em 1500 e continuando até ao presente, chamada Orlando: Vita; apenas com trocas de um sexo para o outro."


Roma e Grécia Antiga

Sócrates

Sócrates (470 a.C.-399 a.C.) foi um filósofo grego. "Conhece-te a ti mesmo" é a essência de todo seu ensinamento. O saber, de acordo com Sócrates é uma virtude. Sócrates, um dos principais filósofos ocidentais, viveu na Grécia Antiga, onde era normal um homem mais velho manter relações sexuais com homens jovens. O tutor de Platão chegou a declarar que o sexo anal era sua melhor fonte de inspiração e que relações heterossexuais serviam apenas para procriação. 


Sócrates nasceu em Atenas, Grécia, no ano de 470 a. C. Filho de um escultor e pedreiro e de uma parteira, da sua infância nada se sabe. Em sua juventude, tomou parte de três campanhas militares. Apesar de ter ocupado cargos políticos, chegando a receber convite para o Senado dos quinhentos, suas ideias não foram aceitas pela aristocracia grega. Dedicou-se ao estudo da filosofia.

Homem feito, Sócrates chamava atenção não só pela sua inteligência, mas também pela estranheza de sua figura e seus hábitos. Corpulento, baixo, nariz chato, olhos saltados, vestes rotas, pés descalços, vagava pelas ruas de Atenas e costumava passar horas, mergulhado em seus pensamentos. Quando não estava meditando solitário, conversava com seus discípulos, procurando ajudá-los na busca da verdade.

Antes de Sócrates surgir no panorama intelectual da Grécia, os filósofos estavam voltados para a explicação natural do universo, fase que ficou conhecida como "pré-socrática". No final do século V a. C. iniciou-se a segunda fase da filosofia grega, conhecida como "socrática" ou antropológica, onde a preocupação de maior vulto se relacionava com o indivíduo e a organização da humanidade. Passaram a perguntar: O que é a verdade? O que é o bem? O que é a justiça?

As ideias de Sócrates

Para Sócrates sua maior ambição era ser não somente um mestre, mas um benfeitor da humanidade. Desejava ver a justiça social estabelecida em todo o mundo. Tratava dos negócios alheios e esquecia os seus. Sua mulher, Xantipa, dizia que ele era um deus para os jovens atenienses. Sócrates tinha um meio característico de expressar suas ideias. A fim de transmitir o saber, jamais respondia a perguntas, pelo contrário, fazia perguntas.

Segundo alguns autores, o aforismo "Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e serás sábio" é de autoria de Sócrates, mas segundo Platão, quando Sócrates ouviu que era o homem mais sábio que existia, respondeu: "Só sei que nada sei". Sócrates afirmava com insistência que nada sabia. "Sou o homem mais sábio de Atenas, porque só eu sei que nada sei", dizia ele. Por isso tentava aprender de todos.

Sócrates criou um método de investigação do conhecimento através da maiêutica - técnica de trazer a luz, no qual, por meio de sucessivas questões se chegava à verdade. Esse caminho usado por Sócrates era um verdadeiro "parto", onde ele induzia os seus discípulos a praticarem mentalmente a busca da verdade última.

Política e moral eram temas frequentes em Atenas. Sócrates achava que a Polis grega deveria ser governada por aqueles que detinham o conhecimento, uma espécie de "aristocracia dos sábios". O filósofo não era a favor da democracia grega como era praticada em Atenas. Teceu severas críticas às crenças religiosas e aos costumes da cultura grega

Sócrates e Platão

Sócrates não deixou nada escrito, apenas conhecemos seus ensinamentos através de seus discípulos, especialmente por Platão, que transcreveu os pensamentos do mestre em seus célebres diálogos, mesclando-lhes às suas concepções pessoais. Nas obras, Apologia de Sócrates e Fédon, Platão faz a defesa de seu mestre diante dos juízes e relata os últimos momentos de sua vida. No diálogo Mênon, Platão mostra um exemplo clássico da aplicação da maiêutica, quando Sócrates leva um escravo ignorante a descobrir e formular vários teoremas de geometria.

A Morte de Sócrates

Os políticos de Atenas não gostavam de seu método de fazê-los parar na rua para dirigir-lhes perguntas embaraçantes. E então se reuniram e resolveram se livrar de Sócrates. Certo dia, quando chegava ao mercado para seu cotidiano debate filosófico, encontrou o seguinte aviso, colocado na tribuna pública: "Sócrates é criminoso. É ateu e corruptor da mocidade. A pena de seu crime é a morte". Sócrates foi preso e julgado por um júri que reunia todos aqueles políticos cuja hipocrisia denunciara nas praças públicas. Os juízes o consideraram culpado. Quando lhe perguntaram qual deveria ser a sua punição, ele sorriu sarcasticamente e disse: "pelo que fiz por vós e pela vossa cidade, mereço ser sustentado até o fim de minha vida a expensas públicas".

Sócrates foi obrigado a acabar a vida como um criminoso. Durante trinta dias ficou em uma cela funerária e depois lhe deram para beber uma taça de veneno. Quando sentiu que seus membros esfriavam, despediu-se dos amigos e parentes com as palavras: "E agora chegamos à encruzilhada dos caminhos. Vós, meus amigos, ides para vossas vidas, eu para a minha morte. Qual seja o melhor desses caminhos, só Deus sabe".

Sócrates morreu em Atenas, Grécia, no ano de 399 a. C.


Alexandre, o Grande

Alexandre III Magno ou Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, filho do imperador Fellipe II da Macedônia e de Olímpia, princesa de Epiro, nasceu entre 20 e 30 de julho de 356 a .C, na região de Pella na Babilônia.

Alexandre, conquistador do Império Persa, foi um dos mais importantes militares do mundo antigo.

Na sua infância teve como tutor Aristóteles, que ensinou-lhe retórica e literatura, e estimulou seu interesse pelas ciências, medicina e filosofia.

No verão do ano 336 a.C., seu pai, Felipe II foi assassinado e Alexandre subiu ao trono da Macedônia, dando início à trajetória de um dos maiores conquistadores da História.

Alexandre destacou-se pelo brilhantismo tático e pela rapidez com que atravessava grandes territórios. Ainda que valente e generoso, era cruel quando a situação política assim o exigia. Cometeu alguns atos dos quais se arrependeu, como o assassinato de seu amigo Clito em um momento de embriaguez. Como político e dirigente, teve planos grandiosos. Segundo alguns historiadores, elaborou um projeto de unificar o Oriente e o Ocidente em um império mundial.

Acredita-se que cerca de 30 mil jovens persas foram educados na cultura grega e em táticas militares macedônicas, sendo aceitos no exército de Alexandre. Ele também adotou costumes persas e casou com mulheres orientais: Estatira ou Stateira, filha mais velha de Dario, e com Roxana, filha do sátrapa Bactriana Oxiartes. Além disso, subornou seus oficiais para que aceitassem mulheres persas como esposas.

Alexandre ordenou que após sua morte, as cidades gregas lhe adorassem como um deus. Ainda que provavelmente tenha dado a ordem por razões políticas, segundo sua própria opinião e a de alguns contemporâneos, ele se considerava de origem divina.

Para unificar suas conquistas, Alexandre fundou várias cidades ao longo de seus territórios, muitas das quais se chamaram Alexandria em sua homenagem. Essas cidades eram bem situadas, bem pavimentadas e contavam com bom serviço de abastecimento de água. Eram autônomas, mas sujeitas aos editos do rei. Os veteranos gregos de seu exército, bem como os soldados jovens, negociantes, comerciantes e eruditos, se instalaram nelas, levando consigo a cultura e a língua gregas. Assim, Alexandre estendeu amplamente a influência da civilização grega e preparou o caminho para os reinos do período helenístico e para a posterior expansão de Roma.

Especulações

Por ter morrido ainda jovem e sem derrotas, muito se especula sobre o que teria acontecido se tivesse vivido mais tempo. Se tivesse conduzido suas forças numa invasão das terras a oeste do Mediterrâneo, provavelmente teria alcançado sucesso, e, nesse caso, toda a história da Europa ocidental poderia ser completamente diferente.

Para ler tudo sobre ele


Nero

Nero: um dos imperadores mais polêmicos do Império Romano

Nero foi um imperador romano do ano de 54 a 68 da era cristã. Até hoje é uma das figuras históricas mais polêmicas de todos os tempos. Seu nome completo era Nero Cláudio Augusto Germânico. Nasceu na cidade de Anzio (na atual Itália) no dia 15 de dezembro de 37.

Nero tornou-se imperador romano em 13 de outubro de 54, numa época de grande esplendor do Império Romano. Nos cinco primeiros anos de seu governo, Nero mostrou-se um bom administrador. Na política, usou a violência e as armas para combater e eliminar as revoltas que aconteciam em algumas províncias do império.
No tocante às guerras de expansão, Nero demonstrou pouco interesse. De acordo com os historiadores da antiguidade, empreendeu apenas algumas incursões militares na região da atual Armênia.

Suas decisões políticas, militares e econômicas eram fortemente influenciadas por algumas figuras próximas. Entre elas, podemos citar sua mãe, Agripina, e seu tutor, Lucio Sêneca.

O que mais marcou a história de Nero foi o caso do incêndio que destruiu parte da cidade de Roma, no ano de 64. Porém, de acordo com alguns historiadores, não é certa a responsabilidade de Nero pelo incidente. O imperador estava em Anzio no momento do incidente e retornou à Roma ao saber do incêndio. Os que apontam Nero como culpado baseiam-se nos relatos de Tácito. Este afirma que havia rumores de que Nero ficou cantando e tocando lira enquanto a cidade queimava.

O fato é que Nero culpou e ordenou perseguição aos cristãos, acusados por ele de serem os responsáveis pelo incêndio. Muitos foram capturados e jogados para serem devorados pelas feras.

Além deste episódio, outros colaboraram para a fama de imperador violento e desequilibrado. No ano de 55, Nero matou o filho do ex-imperador Cláudio. Em 59, ordenou o assassinato de sua mãe Agripina.

Nero se suicidou em Roma, no dia 6 de junho de 68, colocando fim a dinastia Julio-Claudiana


Artistas

Leonardo Da Vinci

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi um pintor italiano. "Mona Lisa" foi uma das obras que o notabilizou como um dos maiores nomes da Renascença.

Leonardo da Vinci (1452-1519) nasceu na pequena aldeia de Vinci, perto de Florença, Itália, no dia 15 de abril de 1452. Filho do tabelião Pierro e da jovem Catarina, ainda menino, já desenhava e pintava. Em 1466, muda-se com a família para Florença. Com 16 anos torna-se aprendiz do pintor e escultor florentino Andrea del Verrocchio, onde trabalhava Boticelli, Filippino Lippi, entre outros pintores, protegidos do governador Lourenço de Medici.

O primeiro trabalho importante de Da Vinci foi uma parte da tela "O Batismo de Cristo", de Verrocchio, quando pintou os anjos e a paisagem à esquerda do quadro.

Em 1478, Leonardo da Vinci executou um painel do altar para a capela de São Bernardo, no Palácio da Senhoria. Em 1481 ele foi encarregado de pintar um painel para a igreja dos frades de São Donato, de Scopeto, próxima de Florença, mas a obra "Adoração dos Magos" ficou inacabada.

Em 1482, com 30 anos, Da Vinci transferiu-se para Milão e ofereceu seus serviços a Ludovico Sforza, o Duque de Milão, apresentando-se como engenheiro, arquiteto e pintor. Em 1483 pinta o quadro "A Virgem das Rochas", da qual existem duas versões, uma no Museu do Louvre e a outra, provavelmente posterior, na Galeria Nacional de Londres.

                                                                           "A Virgem das Rochas"

Em 1495, Leonardo da Vinci inicia a obra "A Última Ceia", um afresco de dimensões consideráveis, 9 metros de largura e 4 metros e 20 cm de altura, numa parede do Convento de Santa Maria dele Grazie, em Milão. Foram três anos de trabalho, desenhando e redesenhando as figuras da Ceia. Nessa época, pinta o retrato de Cecília Gallerani, conhecido como "A Dama com Arminho".

                                                                            "A Dama com Arminho"

Leonardo da Vinci ficou em Milão até 1499 para projetar a catedral, mas acabou esboçando e construindo a rede de canais e um vasto sistema de irrigação e abastecimento de água. Fez o projeto completo da urbanização da cidade. Nesse mesmo ano, quando os franceses invadiram a cidade, Leonardo retornou para Florença. Viaja o tempo todo.

Em Veneza, Da Vinci estuda o sistema defensivo da cidade ameaçada pelos turcos. Estuda anatomia e é acusado de desrespeito aos mortos, por dissecar cadáveres, prática que constituía crime, além de ser pecado contra a Igreja. Registrou inúmeros desenhos no "Tratado de Anatomia" que escreveu.

De volta a Florença é nomeado Engenheiro Militar e acompanha César Bórgia nos seus empreendimentos de guerra. Em 1503, inicia a tela Gioconda. Segundo o pintor e biógrafo Giorgio Vasari (1511-1574) Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo o retrato de sua mulher.

Em 1507 é nomeado pintor e engenheiro na corte de Luís XII da França, Nesse mesmo ano termina a Mona Lisa de Giocondo, que se tornou o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Museu do Louvre, em Paris.

Leonardo da Vinci viveu em Roma entre 1513 e 1516, onde foi protegido pelo irmão do Papa Leão X. Coloca-se a serviço de Juliano de Medici. Nessa época, pinta "São João Batista", provavelmente sua última obra. Com a morte de Juliano, da Vinci deixa definitivamente a Itália e transfere-se para o Castelo de Cloux, em Amboise, na França, uma residência de Francisco I. Leva os seus manuscritos, centenas de desenhos e três quadros, todos feitos por encomenda e nenhum deles entregue.

Leonardo da Vinci faleceu no Castelo de Cloux, Amboise, França, no dia 2 de maio de 1519. Foi sepultado no convento da Igreja de Saint Florentin, em Amboise.


Michelangelo

Michelangelo (1475-1564) foi um pintor, escultor e arquiteto italiano. É considerado um dos maiores representantes do Renascimento Italiano. "Pietá", "O Juízo Final", "Moisés", "Davi" e "A Abóbada da Capela Sistina" são algumas das obras que eternizaram o artista.

Michelangelo de Lodovico Buonarroti nasceu em Caprese, na província de Arezzo, nas proximidades de Florença, Itália, no dia 6 de março de 1475. Filho de Lodovico Buonarroti e de Francesca desde pequeno só se interessava em desenhar. Com 13 anos começou a estudar pintura na oficina dos irmãos Domenico e Davi Ghirlandaio, em Florença. Em 1489, é convidado por Lourenço para estudar na Academia dos Jardins dos Medici. Em 1492, conclui sua primeira escultura "Madona da Escada".

Ainda em 1492, conclui a "Batalha dos Centauros", "Hercules", para Pierro de Medici, e o "Crucifixo", para o Convento do Espírito Santo. Nesse mesmo ano, após a morte de Lourenço, Michelangelo vai para Bolonha, onde encontra hospitalidade junto a um nobre bolonhês. Em 1494 conclui para a "Arca de São Domingos", um "Angelo Reggicero" e as estátuas de "São Procolo" e "São Petrônio". Em 1495 retorna para Florença onde executa a estátua de"San Giovannino, em mármore, o padroeiro da cidade. Em 1496 vai para Roma onde esculpiu "Baco" para o cardeal Raffaele Riario.

Ainda em 1497, o cardeal francês Jean Bilheres, embaixador do rei da França na corte papal, contrata Michelangelo par esculpir uma escultura de mármore para sua capela na Basílica de São Pedro. O artista é enviado para Carrara para escolher o melhor mármore e em bloco único para a obra "Pietà", que é finalizada em 1499. O artista ficou tão orgulhoso da obra que decidiu colocar sua assinatura na faixa que passa sobre o busto de Maria. A obra está exposta na Basílica de São Pedro no Vaticano.

Em 1501 retornou para Florença e iniciou a confecção de 4 estátuas para o Altar Piccolomini, da Catedral Siena: "São Pedro", "São Pio", São Paulo e São Gregório. Nesse mesmo ano recebe a encomenda de "Davi", uma estátua de 4,34m de altura, que ficou pronta depois de dois anos e meio. Quando estava prestes a ser terminada, uma comissão de artistas (Botticelli, Perugino, Andrea dela Robbia e Leonardo da Vinci) estabeleceu que a estátua, em vez de ser colocada na catedral, deveria ser colocada na Piazza dela Signoria, ao lado da entrada do Palácio Velho. A obra está hoje na Galleria dell'Academia, em Florença.

Em 1505 recebe a encomenda do monumento fúnebre do papa Júlio II, que ocupou 40 anos de sua vida. Na obra, se destaca a estátua de Moisés, com 2,35 m de altura, ocupa o espaço central da parte inferior do monumento. A sepultura foi concluída em 1545. Além de Moisés, somente duas figuras "Lia" e "Raquel" foram realizadas pelo próprio Michelangelo.

Em 1508, o Papa Júlio II encarregou o artista de pintar a "Abóbada da Capela Sistina", na Catedral de São Pedro, no Vaticano. O artista protestou: "Não sou pintor e sim escultor". Mesmo assim, durante quatro anos realizou o exaustivo trabalho que foi entregue ao público no Dia de Todos os Santos em 1512. Entre os afrescos estão: "Profeta Isaias", "Profeta Ezequiel", "Profeta Jonas" "Profeta Daniel, "Criação de Adão", "Pecado Original e a Expulsão do Paraíso" e Dilúvio Universal".

Em 1534, o Papa Clemente VII encomenda o afresco o "Juízo Final", para o altar da Capela Sistina. Na obra, o Cristo aparece como um juiz inflexível e a Virgem assustada, não contempla a cena. Nesse afresco, só aparece nus, o que causou grande tumulto e o Papa Paulo III pretendia destruir a obra, mas contentou-se em mandar o pintor Daniel de Volterra velar os nus mais ousados.

Michelangelo mostrava paixão pela grandiosidade, principalmente na arquitetura. Em 1519 começa a projetar o edifício e o interior da "Capela de São Lourenço". Em 1535 foi nomeado pelo Papa Paulo III, "supremo arquiteto, escultor e pintor dos palácios apostólicos". O artista também se dedicou à poesia, escreveu o livro "Rimas". Próximo da sua morte desabafou em um poema "Na verdade, nunca houve um só dia que tenha sido totalmente meu".

Michelangelo faleceu em Roma, Itália, no dia 18 de fevereiro de 1564. Seu corpo foi enterrado na Basílica de Santa Cruz, em Florença.


Lili Elbe

Lili Elbe, anteriormente Einar Mogens Wegener. Foi uma das pioneiras a se submeter a cirurgia de redesignação sexual ou apenas "mudança de sexo". 

Lili Elbe passou por todo o processo de aceitação e por uma série de cirurgias (sendo mais exata, cinco) para completar sua transição há quase cem anos atrás. Ela passou mais da metade de sua vida vivendo como homem e ganhou notoriedade, antes das cirurgias, por seu talento como pintor, pois abandonou a carreira após a transição. Ela dizia que o pintor era Einar e não ela.

Após sair da Clínica Feminina Municipal de Dresden, Lili tentou manter sua privacidade, mas foi sucumbida com os vazamentos das noticias de suas cirurgias pela mídia. Então, ela decidiu dar uma entrevista a um jornalista dinamarquês e se assumir uma mulher trans. Nessa entrevista, Elbe conta como foi seu processo de aceitação, o papel de Gerda Wegener, na época esposa de Einar, nesse processo e como a arte a fez entender e formou sua visão de si mesma. 


Gladys Bentley

Gladys Bentley (nome artístico, Bobbie Minton) foi uma cantora de blues e crossdresser do Harlem Renaissance. Ela foi uma das mulheres negras mais conhecidas e financeiramente bem-sucedidas nos Estados Unidos nos anos 1920 e 1930. Ela foi pioneira em empurrar o envelope de gênero, sexualidade, classe e raça com paródia e exagero, pessoal e profissionalmente.

O mais velho de quatro filhos, Bentley nasceu em 12 de agosto de 1907, na Filadélfia, Pensilvânia, para George L. Bentley, dos EUA, e Mary (Mote) Bentley, de Trinidad. Bentley relatou usar os ternos de três irmãos mais novos para a escola quando crescia. Seus pais tentaram "curar" Bentley, levando-a a vários médicos. A família lutou financeiramente.

Uma talentosa pianista e cantora de blues, ela fugiu para Nova York aos dezesseis anos. Desde o início, Bentley incluiu abertamente a sexualidade em seu ato com o conteúdo da música, os movimentos do palco e o traje. Ela costumava se vestir com roupas tipicamente masculinas. Na verdade, ela se tornou a "lésbica crossdresser" mais proeminente do Renascimento do Harlem. Uma grande mulher de 250 quilos, sua voz profunda atraía público hétero, gay, negro e branco.

Bentley começou a cantar em festas e bufês. Ela se mudou para speakeasies e casas noturnas em Jungle Alley, o centro da vida esportiva do Harlem. Okeh Race Records lançou oito singles de sua música entre 1928 e 1929. Ela teve seu próprio programa de rádio semanal no ano seguinte. Em 1933, Bentley encabeçou casas noturnas e teatros como The Cotton Club e The Apollo. Ela criou sua própria revista musical com um coro de oito dançarinos masculinos em drag, a atração principal no conhecido Ubangi Club, 1934-1937.

No auge de Bentley, na década de 1930, ela possuía um apartamento na Park Avenue com criados e outros equipamentos de riqueza. Bentley alegou que ela e seu amante branco passaram por uma união civil em Nova Jersey. Com a revogação da Lei Seca, sua popularidade e tolerância pública a pessoas abertamente gays diminuíram. Bentley mudou-se para Los Angeles para morar com a mãe. Seu sucesso se recuperou durante a Segunda Guerra Mundial com a expansão de bares gays na costa oeste. Ela gravou em 1945 para o selo Excelsior.

No auge de Bentley, na década de 1930, ela possuía um apartamento na Park Avenue com criados e outros equipamentos de riqueza. Bentley alegou que ela e seu amante branco passaram por uma união civil em Nova Jersey. Com a revogação da Lei Seca, sua popularidade e tolerância pública a pessoas abertamente gays diminuíram. Bentley mudou-se para Los Angeles para morar com a mãe. Seu sucesso se recuperou durante a Segunda Guerra Mundial com a expansão de bares gays na costa oeste. Ela gravou em 1945 para o selo Excelsior.

Ela surpreendeu seu público usando vestidos e declarando publicamente em agosto de 1952 um artigo de Ébano : "Eu sou mulher novamente". Suas afirmações literárias sobre casamento com dois homens diferentes não puderam ser verificadas. No entanto, mais tarde naquele ano, casou-se com Charles Roberts, um cozinheiro dezesseis anos mais novo que ela. Eles acabaram se divorciando. Ela se apresentou novamente, na maioria das vezes no Rose Room em Hollywood e apareceu duas vezes no programa de televisão de Groucho Marx na década de 1950. Perto do fim de sua vida, Bentley tornou-se um devoto do Templo do Amor em Cristo, Inc. e preparado para o ministério ordenado. Gladys Bentley morreu repentinamente da gripe em Los Angeles em 1960, aos 52 anos.


Greta Garbo

Greta Garbo, nascida Greta Lovisa Gustafsson, (Estocolmo, 18 de setembro de 1905 - Nova Iorque, 15 de abril de 1990) foi uma atriz sueca, nos anos entre 1920 e 1930. Por três vezes, Greta Garbo foi indicada ao Oscar da Academia na categoria de Melhor Atriz e recebeu um prêmio honorário da Academia em 1954 por suas atuações e contribuições para o cinema. Em 1999, ela foi eleita para uma das 100 maiores estrelas do cinema norte-americano pelo American Film Institute.

Relacionamentos

Em Hollywood a atriz frequentava festas e bares direcionados ao público homossexual, teria tido relacionamentos com as lésbicas mais famosas da época. Uma delas Lilyan Tashman era famosa por agarrar mulheres em banheiros após umas bebidas "Lilyan foi uma das primeiras mulheres que eu vi usar linguagem obscena" teria comentado a atriz Lina Basquette. 

A fama de lésbica de Greta Garbo estava se espalhando pela América que protestava cada vez mais por "moral e bons costumes". Os estúdios MGM temendo boicotes aos filmes onde Greta Garbo estivesse resolveu então lhe arranjar um romance com um homem, John Gilbert (essa era uma prática muito comum na época), com quem teve seu relacionamento mais longo, de 1926 a 1927. John tentou ensiná-la a se comportar como uma estrela, a socializar em festas e como lidar com os executivos do estúdio. Ele a teria pedido em casamento várias vezes, mas ela sempre desistia pouco antes dos arranjos serem feitos. 

Em 1937, ela conheceu o regente Leopold Stokowski, com quem foi vista várias vezes viajando pela Europa. Em sua biografia, Cecil Beaton, figurinista britânico, descreve um caso que teve com a atriz entre 1947 e 1949. Em 1941, ela conheceu o milionário russo, George Schlee, através de sua esposa, Valentina. O casal seria um dos grandes amigos de Garbo por longos anos. Alguns biógrafos dizem que Greta Garbo era bissexual, pois ela teria tido relacionamentos íntimos com várias mulheres além de homens.

A estrela do cinema mudo, Louise Brooks, afirmou em sua biografia ter tido um breve caso com Garbo no mesmo ano. Em 1931, Garbo conhecia a escritora Mercedes de Acosta, abertamente lésbica, com quem teria tido um breve e explosivo romance. Elas continuaram grandes amigas por quase 30 anos, período em que Greta escreveu 181 cartas, cartões postais e telegramas para Acosta, hoje depositadas no Rosenbach Museum & Library na Filadélfia. Em 2005, 60 cartas de de Garbo para Mimi Pollak indicam uma longa amizade e alguns sentimentos românticos da parte de Garbo.


Ativistas

Bayard Rustin

Ativista pelos direitos civis de pessoas negras, Bayard Rustin, nascido em 17 de março de 1912, na Pensilvânia, lutou ao lado de Martin Luther King Jr, atuando como seu conselheiro durante a época de segregação racial nos Estados Unidos. Defendia a filosofia da não-violência independente das circunstâncias.

Apesar da época conturbada e do fato de caminhar ao lado de um líder protestante, Bayard era abertamente homossexual e também lutava pelos direitos LGBTs.

Viveu seus últimos dez anos ao lado de seu marido, Walter Naegle. Faleceu no dia 24 de agosto de 1987, aos 75 anos, em Nova York, vítima de uma apendicite perfurada.


Jane Addams

Jane Addams, conhecida como "a mãe do trabalho social" (Cedarville, 6 de setembro de 1860 - Chicago, 21 de maio de 1935) foi uma pioneira ativista, assistente social, socióloga, filósofa, feminista, pacifista e reformadora estadunidense, a segunda mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Em 1889 co-fundou a Hull House junto de Ellen Gates Starr, que se tornaria um dos maiores do país. Em uma época em que os presidentes Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson se identificavam como reformistas e ativistas sociais, Jane Addams era a mais proeminente da Era Progressista.

Ela ajudou os Estados Unidos a focar seus esforços em problemas maternos, como as necessidades das crianças pequenas, saúde pública e acessível e a paz mundial. Em seu ensaio "Utilization of Women in City Government", Jane notou a conexão entre áreas do governo e a economia doméstica, declarando que muitos departamentos governamentais, tais como saneamento básico e educação infantil podiam ser traçados até os papéis tradicionais da mulher na esfera privada dos lares. Estes eram assuntos em que mulheres teriam mais conhecimento que os homens, portanto elas é quem deveriam opinar e ter suas ponderações levadas à sério.[5]

Jane se tornou um modelo para a mulher de classe média que se engajava por sua comunidade. Foi gradativamente reconhecida como membro da escola pragmática de filosofia, conhecida por muitos como a primeira mulher abertamente filosofa dos Estados Unidos. Em 1889 seria a co-fundadora da Hull House, e em 1920 co-fundadora da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU). Em 1931, tornaria-se a primeira dos Estados Unidos receberam um prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento ao seu trabalho social no país.


Relacionamentos

Jane Addams rodou o país dando palestras, cursos e aulas em campi universitários. Hull House oferecia cursos de extensão universitária através do programa de extensão da Universidade de Chicago. Recusou várias ofertas para lecionar em universidades para poder manter um papel independente fora do meio acadêmico. Seu objetivo era ensinar os adultos e não se envolver com a carreira acadêmica. Além disso, ela não queria uma supervisão ou controle das instituições sobre ativismo político.

Jane nunca se casou ou teve filhos e teve poucos relacionamentos. Suas companheiras mais conhecidas são Mary Rozet Smith and Ellen Starr. Embora na época não se falasse muito a respeito, aos olhos de hoje Jane Addams seria lésbica.

Sua primeira companheira foi Ellen Starr, com quem fundou Hull House, a quem conheceu quando eram ambas estudantes no Rockford Female Seminary. Em 1889, as duas visitaram Toynbee Hall, em Londres, juntas e iniciaram a elaboração do projeto em Chicago. Sua segunda companheira, Mary Rozet Smith, era rica e auxiliou na manutenção de Hull House, além de também morar lá com Jane. Depois de quarenta anos juntas, Mary faleceu devido à uma pneumonia em 1934. Juntas elas tinham uma casa de veraneio e era costume que escrevessem uma para a outra ao menos duas vezes ao dia em termos carinhosos.



Outros Reconhecimentos

Laurence Michael Dillon

Foi um médico britânico, nascido em 1 de Maio de 1915, e falecido no dia 15 de maio de 1962. Sofria de hipoglicemia, condição que causava queda na quantidade de açúcar no sangue, associada a sintomas de desmaios constantes, que o levaram a ser internado no Bristol Royal Infirmary, hospital situado no centro da cidade de Bristol, onde o cirurgião local informou-se de sua situação e realizou uma mastectomia dupla para retirada das mamas. Essa atitude permitiu que uma nova certidão de nascimento fosse feita, com um novo nome de batismo (anteriormente chamava-se Laura), e constando o sexo com o qual identificava-se.

É conhecido por ser o primeiro homem transexual a passar pela terapia hormonal e pela cirurgia de faloplastia (cirurgia de construção, ou reconstrução peniana), no ano de 1946, realizada pelo Doutor Harold Gillies.


Alan Turing

Alan Turing (1912-1954) foi um matemático britânico ateu e homossexual, pioneiro da computação e considerado o pai da ciência computacional e da inteligência artificial.

Alan Mathison Turing (1912-1954), conhecido como Alan Turing, nasceu na cidade de Paddington, na Inglaterra, no dia 23 de junho de 1912. Filho de Julius Mathison, funcionário do Serviço Civil Indiano e de Ethel Sara Stoney teve uma infância rígida e estudou na tradicional Escola Sherbourne. Desde cedo demonstrou interesse pelas ciências e pela lógica.

Com 15 anos já resolvia problemas matemáticos complexos, sem ainda ter estudado cálculo. Com 16 anos conheceu Christopher Morcom, por quem sentiu atração, descobrindo-se homossexual. Em 1930, Marcom morreu repentinamente. Em 1931 Turing graduou-se em Matemática com honras, pela Universidade de Cambridge.

Depois de formado, empreendeu estudos para criar uma máquina automatizada, que materializasse a lógica humana e solucionasse qualquer cálculo representado no formato de um algoritmo, que seriam exibidos no formato de instruções a serem processadas de forma mecânica, dentro da própria máquina. A "Máquina de Turing" se tornou um protótipo dos computadores modernos.

Alan Turing trabalhou como funcionário do Governmente Code and Cypher School e entre 1940 e 1941, e desenvolveu uma máquina capaz de decifrar o "Enigma", código utilizado pelos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, dando assim aos aliados uma vantagem que permitiu derrotar mais depressa a Alemanha.

Depois da guerra, trabalhou no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido onde pesquisou e trabalhou no projeto para o programa de armazenamento de dados, o ACE. Criou o Manchester 1, o primeiro computador com as diretrizes parecidas com as de hoje. Interessou-se também por química, quando passou um período trabalhando nos laboratórios da Bell, nos Estados Unidos.

Em 1952, Alan Turing enfrentou um processo criminal, pois na época, na Inglaterra, o homossexualismo era considerado crime. Foi destituído de seu posto no Bletchley Park, o centro inglês de descodificação, condenado e castrado quimicamente (com injeções de hormônios femininos).

Com seu prestígio relegado, Alan Turing morreu aos 41 anos por intoxicação de cianeto. A princípio acreditou-se que teria sido suicídio, mas estudiosos concluíram que o envenenamento se deveu a remédios que ele compulsivamente tomava.

Uma campanha de perdão ao matemático começou na internet, exigindo um pedido póstumo por parte do governo britânico. Em 2009, o então primeiro-ministro inglês Gordon Brown, se desculpou em nome do governo, e no dia 24 de dezembro de 2013, Turing foi perdoado postumamente da condenação por prática homossexual, pela rainha Elizabeth II.

Alan Turing faleceu em Wilmslow, Inglaterra, no dia 7 de junho de 1954.


Michel Foucault

Michel Foucault (1926-1984) foi um filosofo francês, que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Ficou conhecido por suas posição contrária ao sistema prisional tradicional.

Formação

Michel Paul Foucault nasceu em Poitiers, França, no dia 15 de outubro de 1926. Estudou no Lycée Henri IV e em seguida na École Normale Supérieure, em Paris, onde desenvolveu um interesse pela filosofia.

Foi aluno da Sorbonne, onde se formou em filosofia e psicologia. Em 1954 publicou "Doença Mental e Psicologia".

Após vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França, e a partir de 1960, passou a lecionar na Universidade de Clemont-Ferrand. Em 1961, publicou sua grande obra: "História da Loucura na Era Clássica".

Em 1966, após deixar Clemont, Foucault lecionou na Universidade de Tunis, permanecendo até 1968, quando retornou à França e passou a chefiar o departamento de filosofia da nova universidade experimental de Paris.

Em 1970, Foucault passou a lecionar História do Pensamento no Colégio de França. Tornou-se um ativista de vários grupos envolvidos em campanhas contra o racismo, contra os abusos dos direitos humanos e em campanhas pela reforma penal.

Michel Foucault veio cinco vezes ao Brasil, a primeira foi em 1965. No final dos anos 70, foi descoberto pela universidade de Berkeley, na Califórnia, onde foi bem acolhido, e realizou palestras.

As Teorias de Foucault

As teorias de Foucault abordam principalmente a relação entre o poder e o conhecimento, e como elas são usadas com o objetivo de controle social através das instituições.

Embora citado como estruturalista e pós-modernista, Foucault rejeitou esse rótulo, preferindo apresentar seu pensamento como uma história crítica da modernidade.

Suas teorias influenciaram acadêmicos, que trabalham em estudos de sociologia, teoria literária, teoria crítica, comunicação, e também alguns grupos ativistas.

Fontes: esquerdadiario, medium.org, ebiografias, blackpast, sóhistória, megacurioso, calendarr, wikipedia, bitchmedia.org, oglobo, hypeness, cartacapital