Michael Myers

25/01/2021

Um dos maiores clássicos quando o assunto é terror , a franquia " Halloween ". A série de longa-metragens é conhecida principalmente por causa de seu vilão, Michael Myers, que é sempre visto na trama com sua máscara inconfundível - e particularmente assustadora.

O serial killer Michael Myers contribuiu para a ascensão do gênero slasher a partir do fim da década de 1970, e ficou conhecido como um clássico vilão dos filmes de terror. Levando em conta que neste ano a franquia da qual Michael participa completa 40 anos, seria impossível que sua máscara não passasse por alterações com o decorrer das produções. Ao todo, foram 13 tipos de máscaras utilizadas.

Halloween é bem tímido quanto as mortes. A maior parte delas é mostrada de maneira lenta e gradual. Michael Myers parece sofrer de psicopatia que sob definição psiquiátrica é considerada uma constelação de traços disruptivos de personalidade e comportamentos antissociais. Até mesmo por isso, ele não é uma máquina de matança no começo.

HABILIDADES 

Michael Myers tem uma força sobre-humana, tendo sido capaz de levantar uma lápide para fora do solo (Dia das Bruxas) e também parece resistir a ferimentos críticos que normalmente resultariam em morte, como ser baleado, esfaqueado, eletrocutado, ou até mesmo queimado. Também demonstra muita força ao levantar uma mulher com extrema facilidade como visto em Halloween II (Jill). Também parece ser capaz de regenerar tecido perdido, como em Halloween II, quando Laurie atira nos seus olhos e nada acontece com sua visão.

A origem da máscara de Michael Myers

O primeiro filme da franquia foi construído em 1978 de forma independente por John Carpenter. Levando em conta o baixo orçamento, a equipe comprou uma máscara do Capitão Kirk ("Star Trek"), pintou de branco, mudou o cabelo e cortou os olhos para que ficassem bem maiores, elevando o aspecto amedrontador.

A jornada das máscaras de Michael Myers

No segundo filme, "Halloween II: O Pesadelo Continua", de 1981, a máscara é a mesma. Entretanto, por causa da falta de cuidados com a preservação do objeto, seu aspecto ficou bem mais velho e amarelado. Nick Castle, intérprete de Myers no primeiro filme, costumava guardar a máscara em seu bolso no intervalo das gravações.

Depois dos eventos do segundo filme, a ideia era que aquela fosse a última aparição do serial killer, tanto é que no terceiro ele nem dá o ar da graça - pois a proposta passou a ser que cada uma das próximas sequências do filme girasse em torno de uma história diferente. Assim, o traje do vilão foi dado de presente para Dick Warlock, seu intérprete no segundo longa. Anos mais tarde, a máscara original foi vendida por ele.

O fracasso da ideia fez com que a equipe desse um jeitinho de trazer Myers de volta em 1988. E com isso, precisaram fazer uma nova máscara. Dessa vez, ao invés de comprarem uma do Capitão Kirk e pintar de branco, a equipe contratou uma empresa para construir a máscara do zero.

No quinto filme (1989), outra máscara foi construída para caracterizar o serial killer. Seu aspecto trouxe mais humanidade ao personagem. Durante as gravações, o intérprete de Myers quebrou o nariz, o que levou a equipe a fazer alguns ajustes na máscara para que se ajustasse melhor, sem machucá-lo.

Uma nova máscara foi feita para o sexto filme, de 1995, cuja estética remete à original. A composição química da máscara acabou culminando na deterioração com o decorrer das gravações, então em algumas cenas regravadas e nos momentos próximos do final, ela tem um aspecto corroído.

Em "H20: Vinte Anos Depois", de 1998, os produtores não quiseram comprar os direitos da máscara original, então desenvolveram uma nova, que fosse aceita legalmente. Durante o filme, diferentes designs de máscara são reconhecidos.

Uma cena do filme foi regravada, inclusive, com uma máscara de computação gráfica. Isso porque não pôde ser refilmada por questões de agendamento.

Literatura

A estreia literária de Michael Myers foi em Outubro de 1979, quando Curtis Richards lançou uma romantização do filme original. O livro segue os mesmos eventos, mas inclui referencias ao festival de Samhain. O prólogo dá uma possível explicação para os impulsos assassinos de Michael, ao contar a história de Enda, uma adolescente celta desfigurada, que mata a princesa druida Deirdre e o seu amante, como vingança por ele a rejeitar; o rei e o seu shaman amaldiçoam a alma de Enda, para eternamente errar na terra revivendo o seu crime. É mais tarde revelado que Michael Myers começa a sofrer pesadelos sobre Enda e Deirdre, como fez o seu bisavô antes de disparar e matar duas pessoas num baile de Halloween na década de 1890. O romance mostra a infância de Michael com maior detalhe; a sua mãe começa a mostrar preocupação sobre o comportamento anti-social do filho, antes dele matar Judith, e Dr. Loomis repara que o rapaz durante a sua estadia em Smith Grove, consegue controlar e manipular o pessoal e os pacientes da instituição. Mais tarde na história, a perseguição de Michael a Laurie e aos seus amigos é retratado de uma maneira mais explicitamente sexual do que no filme, com várias referencias à ereção de Michael. Michael regressa ao mundo da literatura em 1981 com a adaptação de Halloween II, escrito por Jack Martin; foi editado ao mesmo tempo que a sequela do primeiro filme. Segue os mesmo eventos do filme, no entanto tem mais uma vitima, um repórter. O último romance com Michael foi Halloween IV, editado em 1988. Escrito por Nicholas Grabowsky, e tal como as anteriores adaptações, segue os mesmo eventos de Halloween 4: The Return of Michael Myers.

Num período de quatro meses, a Berkley Books publicou três romances juvenis escritos por Kelly O'Rourke; os romances contém histórias originais de O'Rourke, sem estarem continuamente ligadas aos filmes. O primeiro, The Scream Factory, lançado em Outubro de 1997, segue a história de um grupo de amigos que constroem na cave da Câmara Municipal de Haddonfield uma casa assombrada para servir como atração, acabando por serem perseguidos e mortos por Michael Myers enquanto estão por lá. The Old Myers Place é o segundo romance, lançado em Dezembro de 1997, e foca-se me Mary White, que se muda com a sua família para a casa de Myers, usando para si o quarto de Judith Myers. Michael regressa a casa e começa a perseguir e a atacar Mary e os seus amigos. O último romance de O'Rourke é The Mad House, lançado em Fevereiro de 1998. The Mad House fala da jovem Christine Ray, que se junta a uma equipa de filmagens que viaja em busca de sítios assombrados para fazerem documentários; nessa altura estão a caminho do Hospital Psiquiátrico de Smith Grove. A partir desse momento o grupo é confrontado por Michael Myers.

A primeira aparição de Michael Myers no mundo da banda desenhada foi numa série de livros editados pela Chaos! Comics de Brian Pulido. O primeiro, Halloween, tinha a intenção de ser uma edição especial de um livro só, mas eventualmente acabaram por ser editadas duas sequelas: Halloween II: The Blackest Eyes e Halloween III: The Devil's Eyes. Todas as histórias foram escritas por Phil Nutman, com assistência de Daniel Farrands (escritor de Halloween: The Curse of Michael Myers) no primeiro livro; David Brewer e Justiniano trabalharam nas ilustrações. Tommy Doyle é o protagonista em todos os livros, onde se foca as suas tentativas de matar Myers. O primeiro inclui a história da infância de Michael e as suas sessões de terapia com Dr. Loomis, enquanto o terceiro começa logo após os eventos de Halloween H20.

Curiosidades

1- O personagem "Michael Myers" foi inspirado em um garoto que John Carpenter (criador do filme) conheceu em um hospital psiquiátrico. Ele estava olhando por uma janela (cena que recriou no filme) e viu nele olhos tão cheios de ira que ficou impressionado, e decidiu levar para o filme.

2- Carpenter não tinha o intuito de fazer a segunda parte, por isso o final não é aberto e, nessa primeira parte, Laurie não é irmã de Michael, isso foi criado na segunda parte.

3- Em uma cena do filme em que Laurie está com Tommy no sofá, se vê que estão assistindo o filme "The Thing" que também foi dirigida por John Carpenter.

4- A máscara de Michael Myers é a mesma de William Shatner (Almirante James T. Kirk, do filme Star Trek) no filme The Devil's Rain. A máscara foi comprada numa loja perto do local das filmagens e apenas sofreu algumas modificações para o filme.

5- A máscara de Myers tem um sentido metafórico. O assassino poderia ser qualquer um ou ninguém. Isso se demonstra no assassinato de Judith em primeira pessoa.

6- A origem do nome de "Michael Myers" é porque assim se chamava o distribuidor no Reino Unido do filme "Assault on Precinct 13", o que caiu muito bem a John Carpenter, pois havia conseguido que o filme se apresentasse em vários festivais europeus, com muito boa recepção da crítica e do público

7- A música foi criada pelo próprio John Carpenter, que se inspirou em um exercício de 5×2 que seu pai lhe havia feito praticar quando era novo.

8- Foi o primeiro filme estrelado por Jamie Lee Curtis.

9- Halloween - A Noite do Terror foi rodado em 21 dias durante a primavera de 1978, com um orçamento de apenas US$ 325,000 e faturamento de US$ 47 milhões só nos Estados Unidos.

10- O nome do personagem de Donald Pleasence no filme, foi uma homenagem ao filme "Psicose", que tem um personagem de mesmo nome.

11- A atriz Jamie Lee Curtis apenas foi escalada para 'Halloween - A Noite do Terror' por causa da publicidade em torno de seu nome, já que ela é filha de Janet Leigh, que atuou em "Psicose".

12- Os atores usaram suas próprias roupas durante as filmagens, pois o orçamento do filme não permitiu que fosse contratado um figurinista.

13- De acordo com a produtora e roteirista Debra Will, a personagem Laurie Strode recebeu este nome por ser, na realidade, o nome da primeira namorada do diretor John Carpenter.

14- A boneca original de Annabelle aparece no filme 'Halloween - A Noite do Terror'.

Fonteshttps://gente.ig.com.br/cultura/2018-10-23/historia-mascara-michael-myers.html, https://trilhadomedo.com/2018/10/14-curiosidades-sobre-o-filme-halloween/