Hypnos - O Deus do Sono

03/12/2019

Hypnos, filho de Nix - a noite e Erubus - a escuridão, era o deus grego do sono e da sonolência; e seu equivalente romano era Somnus. Era irmão gêmeo de Thanatus, o deus da morte. Hypnos seria o responsável pelo descanso restaurador de todas as criaturas terrestres, enquanto Thanatus pairava sobre a superfície.

Hypnos se uniu a uma das Graças ou Cárites, Pasítea, e com ela teve mil filhos, os Oneiroi ou Oniros. De todos eles, três eram responsáveis por distribuir os sonhos a quem dormia; e uma filha distribuia os sonhos aos acordados:
* Ícelus - criador dos pesadelos;
* Morpheus - criador dos sonhos;
* Phantasos e Phobetor - criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos;
* A Phantasia, era a única filha, criadora dos monstros e devaneios.

Às vezes mostrado adormecido em um leito de penas com cortinas negras à volta, seus atributos incluíam um chifre contendo ópio, um talo de papoula e outras plantas hipnóticas, um ramo gotejando água do rio Lete - do esquecimento - e uma tocha invertida.Costumava ser visto trajando peças douradas enquanto seu irmão gêmeo, Tânatos - a morte, normalmente usava tons prateados. Também foi retratado como um jovem nu dotado de asas, tocando flauta com a qual adormecia os homens, com um rastro de névoa por onde passava.

Hypnos vivia num palácio construído dentro de uma grande caverna no oeste distante, onde o sol nunca alcançava, para que nenhum galo cantasse e acordasse o mundo, nem gansos ou cães, de modo que Hypnos viveu sempre em tranquilidade, em paz e em silêncio.

Do outro lado deste lugar peculiar passava Lete, o rio do esquecimento, e nas margens, cresciam plantas que junto ao murmúrio das águas límpidas do rio ajudavam os homens a dormir. No meio do palácio existia uma bela cama, cercada por cortinas pretas onde Hipnos descansava, e Morpheus, seu filho e principal auxiliar, cuidava para que ninguém o acordasse.

De Hypnos provem a hipnose, um estado alterado e temporário de atenção, que pode ser induzido, possibilitando fenômenos espontâneos como em resposta a estímulos verbais ou de outra natureza, como toques ou sons. Segundo especialistas, a hipnose provém de uma forma intensa de pensar, com conseqüências no corpo e na atividade neural. Como o cérebro não distingue atenção concentrada e a realidade, o corpo responde como se a experiência fosse real. 

Na prática, significa entrar em contato direto com as emoções; é como abrir uma janela para estabelecer um diálogo com o inconsciente.

A hipnose é tão antiga quanto o próprio homem. Os egípcios, os romanos e os astecas já utilizavam a técnica no tratamento de doentes. Para os ocidentais, a hipnose moderna começou com o médico alemão Franz Anton Mesmer, no século 18, com o mesmerismo. Mas as maiores descobertas aconteceram na segunda metade do século 19, graças aos trabalhos de clínicos como Charcot, Liebeault e Bernheim. A hipnose foi o ponto de partida de Freud e dos primeiros psicanalistas.

Durante muito tempo se confundia a hipnose com o sono, devido ao relaxamento físico enquanto a pessoa está em transe. O transe hipnótico é, na verdade, um estado de consciência alterado, mas simultâneo a um estado natural; se quiser, a pessoa se lembra de tudo o que acontece à sua volta durante uma sessão.

A hipnose tem aplicações úteis para diagnósticos e tratamentos, como na psicologia os registros de pânico, fobia, transtornos e depressão. Na medicina e odontologia, como auxiliar de pré-operatório, controle de dores, distúrbios psicossomáticos, ou doenças de fundo emocional, como em casos de alergia, asma, gastrite e até câncer. Pode encurtar os tratamentos, sendo eficaz aos pacientes que não podem tomar anestésicos.

A seriedade do método é aprovada pelos conselhos federais de psicologia, medicina e odontologia, que regulamentam o uso da hipnose como recurso terapêutico, que já é utilizado em muitos hospitais. A maioria das pessoas são aptas a entrar em transe, através da atenção concentrada numa música ou numa imagem, mas nem todos tem essa capacidade de atenção concentrada, impedindo seu uso.

Fontes: eventosmitologiagrega, templodeapolo, wikipedia