Boitatá

05/06/2018

Boitatá (A lenda do Boitatá pode ter surgido do fenômeno conhecido como Fogo-fátuo) é uma criatura fantástica do folclore brasileiro, uma das mais antigas e conhecidas pela população. Dizem que esse monstro tem a aparência de uma cobra de fogo gigantesca, com olhos cintilantes que se assemelham a dois faróis acesos. Em certas regiões esse ser tem a forma de um touro gigantesco com apenas um olho na testa. Os povos antigos do Brasil acreditavam que o Boitatá era um gênio protetor das matas, assim como o Curupira. Eles protegem florestas das queimadas, e punem aos que destroem ou incendeiam as árvores. 

A lenda do Boitatá é tão antiga, que foi uma das primeiras a serem documentadas em cartas do Padre José de Anchieta, em 1560. Uma lenda antiga conta que o Boitatá antes era chamado de Boiguaçu, uma serpente gigante que vivia dormindo em uma caverna, como o lugar não recebia nenhum tipo de luz, ela era obrigada a forçar sua vista para conseguir enxergar na escuridão. Certa vez começou a chover muito forte, chegando a ser comparada a um dilúvio, toda parte da floresta foi alagada, até que todos os animais foram obrigados a subir em uma montanha muito alta. A gigantesca cobra também foi obrigada a sair de sua cova, e subiu também para a montanha. Chegando lá, faminta, começou a matar todos os animais, mas só engolia seus olhos. Dentro de sua barriga os olhos dos animais devorados continuaram a brilhar, e o corpo da serpente se tornou brilhoso e fosforescente, seus olhos que já eram grandes se tornaram maiores e cintilantes, como duas fornalhas acesas, assim o Boiguaçu se transformou no conhecido Boitatá.  

Por essa maldade, a cobra foi condenada a vagar eternamente pelas matas, protegendo a natureza contra incêndios e punindo os malfeitores. Quem encontra o Boitatá pode morrer cego, louco, queimado, ou até morrer de medo. Uma forma de se proteger é ficar parado sem encarar o monstro, caso uma pessoa comece a correr ao encontro da misteriosa criatura, ela irá o perseguir até a morte.

Fontes : Info Escola, só história, hiper cultura