Ártemis - A Deusa da Lua

07/07/2018

Ártemis foi uma deusa grega intocável. Forte, vigorosa, saudável, era dita como aquela que dava força e saúde aos outros. A filha de Leto e irmã de Apolo nasceu a partir de uma história de traição e ingenuidade, quando Zeus, durante seu casamento com Hera, envolveu-se com sua mãe. Leto foi incessantemente perseguida por Hera por todo o planeta.

Independentemente de suas origens, Ártemis, do ponto de vista dos gregos, era como uma versão feminina de Apolo, no sentido de representarem os mesmos ideais. Extremamente ligada ao irmão, a deusa também era posta armada com seu arco e flecha, espalhando pragas e doenças entre homens e animais. Mortes repentinas eram atribuídas às suas flechas fatais, assim como Apolo. Algumas histórias também contam que a deusa atuava em conjunto com seu irmão.

Apesar de espalhar doenças e morte quando se fazia necessário, Ártemis tinha a bondade de curar e suavizar o sofrimento daqueles merecedores. Ela era a protetora dos jovens, dos pequenos animais e também das presas escondidas pela floresta, portanto, também foi considerada deusa dos rebanhos e da caçada, a maior caçadora entre os imortais.

Nem todas as características atribuídas a Ártemis foram iguais às de seu irmão, como por exemplo, a grande relação com música, poesia e profecias de oráculos. A deusa, nessa tradição grega como irmã de Apolo, também é considerada deusa da Lua, assim como seu irmão foi atribuído ao Sol.

As histórias da mitologia grega sobre vida de Ártemis não têm a ver com amor. Como dito anteriormente, a deusa era intocável, inviolável e inabalável nos assuntos do coração, sendo assim, nunca foi casada e nem teve filhos. Por essa razão, muitos padres e sacerdotisas devotos a ela viviam puramente na castidade.

Muito amada por sua mãe Leto, a deusa teve um papel fundamental na história do assassinato dos 14 filhos de Níobe. A mulher foi capaz de conceber 14 crianças - 7 homens e 7 mulheres - por quem alimentava um orgulho doentio e rechaçava qualquer um em seu reino devoto à outras deusas.

Leto era uma delas, adorada e com muitos templos pelo reino no qual Níobe era a rainha. Isso despertou tanto ódio na mulher, que a mesma ofendeu e humilhou profundamente a deusa Leto por ela ter sido capaz de conceber apenas dois filhos - Apolo e Ártemis.

Os irmãos unidos tomaram as dores de sua mãe e resolveram punir Níobe. Apolo disparou suas flechas fatais em direção aos sete filhos enquanto Ártemis disparou suas flechas em direção às sete filhas. No entanto, dizem que a deusa teve compaixão e poupou a mais jovem das meninas.

Talvez o mais próximo de ter sentido algo por alguém, tenha sido por Órion. O gigante era belo, extremamente devoto a Ártemis, companheiro, caçador e despertou os ciúmes de quem não deveria: Apolo.

Órion era muito ligado às águas e o irmão da deusa aproveitou-se disso. Foi quando, certa vez, o gigante nadava bem distante da costa, apenas com sua cabeça para fora d'água, difícil de ser reconhecido.

Atiçando a competitividade de Ártemis e sua vontade de mostrar-se boa na arte do arco e flecha, Apolo apostou com a irmã que ela seria incapaz de acertar um alvo qualquer no oceano. A primeira coisa vista pela deusa foi a cabeça de Órion e, sem dar-se conta de quem era, acertou uma flecha fatal no gigante. Ártemis sofreu muito com a morte de seu fiel companheiro e colocou-o no meio das constelações.

A deusa teve outros acidentes como este, com pessoas queridas, como sua grande amiga Calisto. Com personalidades similares, as duas eram muito unidas na caça e se queriam muito bem.

Existem versões distintas deste conto, no entanto, quando Calisto engravidou de Zeus, preferiu esconder de sua amiga, pois viu este fato como uma quebra de confiança entre a virgindade das duas.

Quando Ártemis descobriu, transformou Calisto em um urso, futuramente colocada no meio das constelações como a Ursa Maior. Já em outra versão, Calisto foi transformada em ursa por Hera, devido seu ciúme exacerbado por Zeus.

As deusas também nunca deixavam impunes aqueles que se aproveitavam para espia-las em seus banhos e Ártemis não foi diferente. Acteon foi criado como um grande caçador e tinha ao seu lado cinquenta cachorros de caça para o ajudar.

Certa vez, ele espiou Ártemis e suas ninfas banhando-se, ato imperdoável aos olhos das deusas - e com razão. Como punição, a deusa transformou o caçador em um veado, guiou seus cinquenta cães e provocou-lhes até que os mesmos atacassem e devorassem o próprio mestre, em forma de animal.

Apesar de astuta e preparada para as brigas, Ártemis também teve suas derrotas. Na Guerra de Troia, Ártemis foi uma das aliadas divinas dos Troianos e durante um confronto entre os deuses rivais, ela enfrentou Hera, quem infelizmente despedaçou seu arco, atingiu a jovem deusa na cabeça e enviou-a de volta para o Olimpo, devastada.

Em suma, Ártemis foi uma deusa "do bem", queria muito bem aqueles próximos a ela, sofreu quando deveria sofrer e fez justiça quando foi necessário

Fontes: Mitologia Grega.net