Angra Mainyu - O senhor das trevas e da destruição

28/09/2018

O espírito destrutivo no dualismo zoroastra, gêmeo e oposto ao espírito criativo de Ahura Mazda. No início Ahriman fingiu ser Ahura Mazda, mas seu pai Zurvan o reconheceu e repudiou. No zoroastrismo, a antiga religião pré-islâmica da Pérsia, Ahriman é a personificação do mal, da escuridão e da morte. Fez tudo a seu alcance para estragar a criação perfeita de Ahura Mazda, inclusive envenenar o primeiro homem, Gayomart ("Vida que se esvai"). Em um dos textos sagrados do zoroastrismo, o Calhas, este deus é conhecido como Dregvant ("o traiçoeiro"). As pessoas más também são denominadas dregvant, enquanto as boas seguidoras da verdade são ashavan. Ahriman também matou o touro primitivo, de cujo sêmen nasceram novas plantas e vida. Foi auxiliado em suas maldades por vários demônios, como Az, a diaba da ambição e lascívia, e Azi Dahaka, o demônio da tempestade, de três cabeças e seis olhos. Ahriman criou o mal e repousa na sua própria Escuridão Infinita; é o soberano do Mundo Subterrâneo. Segundo os mitos, no final o mundo será redimido do mal de Ahriman pelo salvador Saoshyant, a purificação da humanidade, e por Frashokerti ou Frashgerd a renovação do mundo.


Arquétipo do mal

Arimã ou Arimane é um arquétipo mitológico semelhante ao Satã judaico-cristão, mas não se sabe se este deriva de Arimã, ou se ocorre o contrário. Embora o antropólogo Joseph Campbell afirme que o zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império de influência mundial: o Império Aquemênida (o cristianismo e o islamismo só seriam adotados por grandes impérios bem depois, com o Império Romano e o Império Islâmico, respectivamente). Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Arimã representa o lado negro da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.




Fontes: Templo de Apolo