5 Lendas Urbanas Macabras

28/12/2019

A Lenda do Albergue

Esse é uma das mais revoltantes da lista, principalmente pelo fato que parte dela é baseada em uma história real de crimes grotescos ocorridos na Índia durante a década de 70 a 80. Perto da atual capital Nova Dehli havia um vilarejo que hospedava ricos e poderosos de diversas partes do mundo. Nos territórios vizinhos ao vilarejo havia um Albergue, que na verdade não era exatamente o que parecia.

Tratava-se, na verdade, de um centro de diversão mais bizarro e grotesco que talvez já tenha existido. Nesse lugar as crianças das famílias miseráveis da Índia vendiam seus filhos por uma quantia considerável. Os filhos então eram enjaulados e ficavam à espera de um comprador. Geralmente uma pessoa rica que já tinha feito de tudo na vida e buscava por algo novo.

O milionário comprava a criança/adolescente e se divertia torturando-a até a morte. Uma das mães se arrependeu do feito e noticiou a polícia local. E é aí que começa a lenda. Vertentes dizem que isso não era algo singular na Índia e talvez até mesmo no mundo todo. Era, na verdade, um forte esquema protegido por autoridades numa barreira de silêncio onde os delatores acabavam no Albergue.


A Dama de Vermelho

Essa lenda mexe com o sobrenatural. Ela fala de um jovem casal que estava muito feliz por estar podendo realizar todos os seus sonhos. Moravam juntos há pouco tempo, tinham um pequeno filho de seis meses de idade e tinham acabado de se mudar para um apartamento que almejavam. Uma tarde de final de semana, o casal depois de brincar com o bebê, acabou adormecendo. O bebê acordou e saiu engatinhando pela casa. Foi até a sacada do apartamento, passou pelos buracos da grade de proteção e caiu do quarto andar. O casal foi acordado pelos vizinhos e ficou, obviamente, transtornado com o fato.

Eles acabaram indo embora dali, pois não conseguiam mais viver em paz naquele apartamento. No dia em que a mudança foi toda retirada, a pobre mãe, que havia perdido seu filho de forma tão cruel, estava sozinha. Já era noite, quando no alto de seu desespero, falou que faria qualquer coisa para ter seu filho de volta. Ela acabou dormindo no chão da sala vazia, mas foi acordada por uma voz que falava com ela.

Assustada ela se levantou do chão e viu uma mulher vestida de vermelho. A mulher falou que poderia trazer o bebê de volta, em troca de um favor. A mãe teria que matar uma criança da mesma idade do seu filho e oferece-la para a mulher de vermelho. No desespero de mãe, ela acabou fazendo isso e tendo o seu bebê de volta. A mulher de vermelho devolveu o bebê vivo para os braços da mãe. O único inconveniente e que o bebê foi devolvido no mesmo estado em que se encontrava depois de todo o tempo enterrado.


A História de Mae Nak


De acordo com a lenda, Mae Nak Phra Khanong (แม่นากพระโขนง, em Tailandês) foi uma bela jovem que viveu em Bangkok, na Tailândia, entre o final do século 18 e o começo do século 19. Ela foi casada com um jovem chamado Mak, o qual ela amava com todo o coração, amava muito mesmo. Um dia, Mak foi recrutado para o exército e foi mandado para lutar pelo seu país na guerra, deixando Mae Nak em casa, grávida de seu primeiro filho.

Mak foi ferido gravemente em batalha, por isso foi mandado de volta para casa após obter os cuidados médicos necessários. Ao voltar para casa, encontrou sua querida esposa e filho recém nascido esperando por ele. Tudo parecia correr bem, até que seus vizinhos começaram a morrer de repente enquanto tentavam alertá-lo de algo sobre sua esposa e filho.

Viveram normalmente por um tempo, até que um dia Mae Nak estava cozinhando, e sem querer deixou cair no chão um limão, que rolou até debaixo da varanda da casa. Na pressa, Mae Nak, se esquecendo de que seu marido estava presente, atravessou sua mão no assoalho e retirou o limão. Seu marido Mak, assustado com o que acabava de ver, se deu conta de que sua esposa e seu filho estavam na verdade mortos, tinham morrido durante o parto e retornaram á casa como fantasmas para recebê-lo.

Para não levantar suspeitas de que descobrira o segredo de sua esposa, Mak agiu naturalmente até de noite, quando foram dormir, e saindo vagarosamente daquela casa, correu pela cidade até chegar a um templo local, pois sabia que lá dentro sua esposa fantasma não poderia alcançá-lo, já que o templo é solo sagrado.

Ao perceber que seu marido havia sumido, Mae Nak ficou furiosa e começou a aterrorizar as pessoas da cidade, até que um exorcista conseguiu aprisionar seu espírito em um jarro, e o jogou em um rio.

Algum tempo depois, foi construído um templo em Wat Mahabut para que Mae Nak pudesse descansar em paz. Até hoje pessoas vão visitá-lo para dar oferendas e pedir bênçãos.


Fantasma Virgem (Cheonyeo Gwishin

Longos cabelos pretos e vestidos brancos parecem familiares? Pois essa é a forma como as Cheonyeo gwishin aparecem!

A palavra gwishin pode ser traduzida como fantasma e se encaixa na categoria de lendas coreanas. Esses seres são aprisionados à terra dos vivos devido a tarefas não cumpridas e impostas a um imenso sofrimento.

De todos os fantasmas, (talvez) os mais assustadores são as meninas virgens que levaram uma vida maldita por morrer antes de poderem cumprir seus "deveres Confucianos" de servir seus futuros esposos.

Amarguradas e ressentidas, dizia-se que esses espíritos aterrorizavam suas antigas aldeias e que os habitantes tentavam acalmá-las com... estátuas fálicas. Algumas dessas estátuas ainda existem - o Haesindang Park, em Samcheok, por exemplo, hospeda uma delas.


Deusa do Banheiro (Cheuksin)

Presente nos antigos e tradicionais banheiros coreanos (que ficavam do lado de fora das residências), essas divindades se apresentam na forma de mulheres de cabelos compridos e são brutais e muito hostis.

Diz-se que qualquer um que se aproxima do banheiro externo precisa tossir três vezes para alertar a deusa de sua presença e dar-lhe tempo para fugir. No entanto, se alguém deixar de fazê-lo, ela se lançará em uma fúria maligna envolverá seu cabelo no pescoço da vítima até estrangulá-la.

Mesmo que os infelizes escapem da morte, eles ainda serão infligidos com uma mistura de doenças incuráveis pela ciência moderna.