A Princesa de Jericoacoara

06/03/2019

Alguns habitantes da Cidade de Jericoacoara, no Ceará afirmam que, debaixo do morro do farol local, existe uma Cidade encantada, onde mora uma linda princesa. Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado.

Essa furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, por que, está bloqueada por um enorme portão de ferro. A cidade encantada e a princesa estariam além daquele portão. A encantadora princesa está transformada, por magia, numa serpente de escamas de ouro,só tendo a cabeça e os braços de mulher.

De acordo com a lenda, ela só pode ser desencantada com sangue humano. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com sangue será feita uma cruz do dorso da serpente, e então surgirá a princesa com toda a sua beleza,cercada de tesouros inimagináveis, e a Cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo. Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher, metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse herói. Ninguém sabe ao certo se tudo isso é verdade ou não, mas que é uma bela lenda, isso ninguém pode negar...


Princesa de Jericoacoara

Nessa terra idílica, sob um serrote onde um farol alumia a escuridão, há uma gruta repleta de tesouros onde mora uma princesa encantada. Ela foi transformada numa serpente com mãos e pés femininos. Ou, numa variante de moradores da região, numa cobra coberta de escamas de ouro, tendo só a cabeça e os pés de mulher. Se alguém for sacrificado naquele lugar, a princesa voltará à sua forma humana. É uma versão local da famosa lenda de Melusina, que virava serpente aos sábados.

Moradores do arraial diziam que abaixo do serrote do farol ficava não apenas uma princesa, mas toda uma cidade que por encantamento tinha sido enterrada pelas areias das dunas. Como Almofala, ou Caiçara Velha no Rio Grande do Norte, aldeias soterradas, cheias de fantasmas subterrâneos, sinos que tocam sozinhos chamando para a missa e sombras vivendo sob os telhados.

Perto de onde as ondas quebravam, quando a maré estava baixa se podia entrar agachado numa caverna, até se avistar o portão da cidade. Mas o portão estava sempre trancado, e dali o curioso não passava adiante. Se imolassem uma pessoa na frente do portão, diz a crônica, ele se abriria e surgiria a princesa em toda a sua extraordinária beleza, cercada de pilhas de riquezas, e se poderiam avistar as maravilhas da cidade, pois na ponta escalvada e agreste surgiriam as cúpulas dos palácios, as torres de castelos, maravilhando a toda a gente. Os castelos, as alcaidarias guardando ouro, joias, armas de pedraria, barras de prata, montões de moedas, tudo pertenceria a quem quebrasse o encanto.

O velho Queiroz, feiticeiro da vila naqueles tempos, contava a lenda a quem ali chegasse. Dizem que na palma de sua mão aberta aparecia a princesa tal como era antes de ser encantada, assim como a paisagem da cidade majestosa. Um dia o Queiroz quis tirar a limpo a história, e acompanhado de um bocado de gente entrou pela abertura da gruta. Chegaram ao portão trancado, que as pessoas confirmaram ter visto. "Eis que surge a princesa à espera do desencanto. Dizem que ouviram cantos de galos, trinados de passarinhos, balidos de carneiros e gemidos estranhos que vinham da cidade sepultada pelas areias". Mas, como ninguém quis se prestar ao sacrifício, nada se pôde fazer. Todos queriam ficar vivos, para casar com a princesa e receber a recompensa. 


Fontes: milmameluco, mitoselendas, portalsãofransico