5 seres híbridos incríveis na Mitologia Grega

20/11/2018

Na mitologia grega podemos encontrar uma série personagens fantásticos que instigam nossa imaginação no que diz respeito às suas origens, seus poderes e a importância nos mitos.

Uma categoria de criaturas que despertam muitas curiosidade, por exemplo, são os seres híbridos da mitologia grega, que são personagens fantasiosos, monstruosos e incríveis.



1 -  Sirenes

As Sirenes são figuras mitológicas muitas vezes associadas às sereias. Entretanto, na verdade elas são representadas por mulheres com cabeça ou rosto de aves, muito similares às harpias.

Elas podiam ser comumente encontradas sobrevoando os mares e seduzindo os marinheiros com seus cantos graciosos para depois matá-los. Elas faziam isso pois haviam sido condenadas por Deméter a assumir essa forma para não poderem copular nunca.

Essas figuras aparecem, inclusive, no mito de Odisseu quanto tentaram matar toda a tripulação do navio. O herói foi esperto e tapou seus ouvidos com cera de abelha para não se deixar seduzir pelo doce canto das criaturas.


2 -  Sátiros

Os sátiros eram criaturas divinas da natureza e tinham aspecto físico de homens, porém com orelhas e cauda de um bode ou cabrito. Essas figuras são sempre masculinas, fortes e viris e costumavam viver em bosques e campos sendo comum que se relacionassem com as ninfas. 

Uma curiosidade é que os sátiros são facilmente confundidos com os faunos, porém esse segundo é o seu correspondente na mitologia romana e ambos são ligados ao deus do vinho Baco ou Dionísio.


3 - Grifo


O Grifo é uma criatura mitológica lendária que possui cabeça e assas de águia em um corpo de leão.

Esse ser possuía ninhos de ouro e punha ovos também de ouro sobre eles. Entretanto, alguns mitos que descrevem os ovos como sendo de ágata.

Uma curiosidade que pouca gente sabe é que os Grifos são inimigos mortais do Basilisco, que nada mais é do que uma serpente fantástica.

Esses animais incríveis eram utilizados pelos deuses como guardiões, graças a sua força e ferocidade, capazes de assustar e afastar quem quer que fosse. Um bom exemplo disso é Dionísio que utilizava os Grifos para proteger sua cratera de vinho. Já Apolo utilizava essas figuras para guardar os tesouros de seu país.

Zeus também não abria mão dos Grifos e os tinha como seus "cães de guarda".


4 - Esfinge

A Esfinge é, normalmente, representada como uma imagem com corpo de leão e uma cabeça que pode ser de uma mulher ou de um falcão e ela está presente tanto na mitologia grega como também na arquitetura egípcia.

Entretanto, uma curiosidade que pouca gente sabe é que na mitologia grega existia apenas uma Esfinge que era um demônio que representava a destruição e a má sorte.

Segundo Hesíodo essa figura é filha de Quimera e Ortros, porém, outras versões afirmam que ela pode ser filha de Tifão com Equidna. De qualquer forma a Esfinge se origina de figuras ctônicas, ou seja, que provém do mundo subterrâneo.

Em Édipo Rei, do dramaturgo Sófocles, A Esfinge pergunta a todos os que passam a caminho de Tebas o seu famoso enigma que dizia:

Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?

Quem não conseguia responder a essa charada era friamente estrangulado e daí vem o nome dessa figura que é derivada do grego sphingo, que significa estrangular, e depois era devorado.

Segundo o mito, Édipo conseguiu decifrar o enigma, dando a seguinte resposta: o homem que nasce engatinhando, na fase adulta anda sobre os dois pés e usa uma bengala quando velho.

A Esfinge ficou muito furiosa que seu enigma havia sido decifrado e acabou cometendo suicídio, se atirando de um precipício.


5 - Quimera

Essa é mais uma figura hibrida da mitologia grega caracterizada por sua aparência composta de dois ou mais animais. Entretanto, predominam nessa mistura os corpos de leão, cabra e serpente.

A Quimera, inclusive, pode ser considerada uma besta mitológica, pois possui a capacidade de lançar fogo pelas narinas. Sendo assim, ela era bastante temida pelas pessoas que acreditavam que ela vagava queimando e destruindo cidades.

No que diz respeito à sua origem, a versão mais aceita é a de que a Quimera era um monstro resultante da união entre o gigantesco Tifão e Equidna, que era metade serpente, metade mulher.

Uma curiosidade é que com o passar dos anos, passou-se a chamar genericamente de Quimera, todos os monstros fantásticos que eram utilizados nas decorações arquitetônicas.

Já na linguagem figurativa atual, uma quimera representa qualquer composição absurda ou fantástica, feita de elementos ilógicos, ou seja, uma utopia.


Fontes: Mitologiagrega.net.br, eventosmitologiagrega